Ética profissional

"Ao afirmarmos que a competência é geradora de idealismo não estamos cometendo extrapolação, confundindo o plano intelectual com o plano ético. Reconhecemos, somente, que há uma exigência ética profunda, no sentido mais próprio do termo - de uma subordinação a princípios justificativos da ação e de seus próprios fins humanos - na exigência profissional. A idéia se alarga em idealismo na medida em que reclama padrões de autenticidade, e o seu dinamismo se mostra suficientemente fecundo para criar esse tipo de comprometimento. No caso, trata-se da idéia que o cientista faz da ciência, o professor, do ensino, o intelectual, da cultura. Não falta conteúdo ético à idéia que alguém faz da ciência como seu métier e instrumento de realização pessoal. O vínculo que o prende à universidade se enriquece das exigências que não podem ser escamoteadas pelo caráter ambíguo que no Brasil assumiu tal instituição." (DTM, Subsídios para o plano de reforma da UFBa, p.68-69)